quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Pedacinho de papel.

Sentimentos poderiam ser cartas que as pessoas nos dão, aquelas bem enfeitadas decoradas, coloridas e com muito glitter, cada sentimento... na verdade quanto mais o sentimento for bom, mas colorida é a carta, caso o sentimento seja horrível a carta se torna algo simples, algo com um preto e um branco apenas. Cada pessoa guarda sua carta em algum lugar em especial, no começo ela é toda branca, depois talvez adicione um preto fosco ou talvez já de cara uma hiper mega coloração, cada carta de início fica com seu verdadeiro dono, que cuida dela com toda uma atenção, ali são revelados sentimentos que ninguém poderia imaginar existir, existem variações de emoções, choros, risos, apertos, cada uma com sua certa carga a aguentar.
Existem pessoas que não conseguem segurar suas cartas por muito tempo, se acham fracas, talvez não aguente mais escrevê-la ou talvez esteja cansada de chorar ou sorrir pelo o que já foi escrito, algumas pessoas costumamente resolvem jogar ou queimar a carta, ignorar tudo que foi dito naquele pedacinho de papel, resolve até reescrever outra história sem se preocupar com o final da primeira, outras pessoas preferem simplesmente fingir que a carta não existe e que nada de bom acontece na vida, já outras tem a grande insensatez e ousadia de entregar a carta para outra pessoa, COMO ASSIM? Justamente isso.
Aqueles que doam seu pedacinho de papel decorado, são aqueles que muitas vezes cansaram de escrever toda uma história sozinhos e procuraram outra pessoa para ajudar a escrever, também são aqueles que não conseguem mais olhar a carta, já não consegue suportar todo aquele sentimento sozinho e por um gesto ilustre entrega a carta a outro alguém, mas é tão errôneo como certo, quando outra letra ou outros olhos passam pela carta, nada fica como antes, sempre ocorre alguma transformação nisso aí. Quando outra pessoa recebe a carta de alguém, está pode estar ou não preparada, quando está e pretende cuidar é ótimo, pois dará uma boa continuidade à história, guardará em locais seguros, e manterá um equilíbrio entre a carta, o receptor e o remetente, JÁ quando a outra pessoa não esperava ou até mesmo não liga para nada escrito, a carta toda com o remetente se comprometem, e daí passam a surgir problemas por maus tratos, falta de compreensão, tudo que realmente não deveria acontecer a uma carta que muitas vezes foi entregada em um envelope, decorada e lacrada, para uma pessoa apenas ler e proteger.
É muito complicado quando se está em casa e o carteiro lhe aparece com uma dessas, se você mal escreve sua carta como vai poder dar continuidade e atenção a outra? Não vá achando que é fácil, pois não é...
Uma carta tem que ser lida TODOS OS DIAS e cada final de dia escrita mais algumas linhas, tem que sempre estar lisa sem alguma dobradura ou rasgado, nada de poeiras e chuvas e sempre estar com a aparência de nova, a carta sendo sua OU NÃO, é obrigação mantê-la assim, mas nem sempre é assim...
Por isso tantas pessoas choram por aí, provavelmente entregaram suas cartas para pessoas erradas, que em vez de cuidar ou devolver (isso quando se aceita devolução) ignoram a existência delas ou simplesmente amassam e jogam fora, recentemente descobri que quando escrevemos algo do tipo e entregamos para alguém não tem cura, talvez só o tempo que cure, que faça a pessoa voltar a ter vontade de escrever outras cartas ou até mesmo lutar pela carta que doou, o melhor das hipóteses é pegá-la e guardá-la numa caixinha, onde estará protegida e longe de tudo que possa fazer mal.
Pense muito antes de entregar sua carta à alguém!
(Mayra M.)

domingo, 26 de dezembro de 2010

Confiar, amar?


-Eu te amo, eu estou indo atrás de você, correndo atrás de você, entenda isso, entenda que eu estou procurando concertar meus erros e que dessa vez eu não estou te escondendo mais nada!
[Sabe quantas vezes você disse isso a ela, sabe quantas vezes você a magoou, quantas vezes ela acreditou nas suas falsas promessas e lhe deu a segunda chance, a terceira, a quarta... Ela sempre procurou acreditar nas suas desculpas, por mais sem noção que fosse, ela sempre tentou acreditar no que o coração dela dizia, por mais que ela soubesse que o coração nunca diz nada com lucidez, ela realmente acreditava no que o coração dizia...]
-O que me machuca é saber que você pode fazer de novo, que você usou essas palavras na última vez, "eu não te escondo mais nada", você sempre fala isso, eu sempre acredito e no final...
[No final ela se machuca, por que você sempre deixa a dúvida na cabeça dela, por mais que diga, "eu te amo", ela tem a dúvida, ela nunca sabe o que você realmente quer, por que quando ela resolve se entregar novamente, você simplesmente aparece com mais uma nova mentira escondida na gaveta e mostra pra ela outro mundo de decepções, até onde irá isso?]
-Você tem que entender que eu preciso de você, que mesmo se sua resposta for não eu estarei atrás de você e nunca deixarei de acreditar em nós, ACREDITA QUE EU TE AMO CACETE, QUE É VERDADE, QUE TUDO QUE FALO É REAL!
[Palavras, ela está cansada disso, ela ouviu e falou palavras de amor, desejos, paixão por toda a vida, ela se fez apaixonada por palavras, ela acabou um relacionamento com palavras, ela apenas teve palavras na vida dela, palavras confusas e malucas que quando se transformavam em algo sólido não passavam de confusão, agora ela novamente se depara com palavras, palavras que tem sido muito impactante, mas que as machuca de uma forma indescritível, é fácil falar, falar que ama, que estará sempre por perto, falar que sonha todo dia e que chorou todas as noites, falar que se arrepende e que precisa da pessoa, falar é tão fácil quanto respirar, você abre a boca e deixa as palavras saírem por si só, mas ela está cansada de tantas letras juntas e formadas, ela precisa de atitudes, de ver para crer, ela precisa que você mostre, mas mostre de verdade, que você mostre em seu olhar a certeza, que você mostre a lágrima de sinceridade, a forma verdadeira de amar, ela precisa sentir seu calor, e seu coração acelerado quando está com ela, ela precisa crer que você não mente mais, que você está procurando ela e apenas ela, não outra pessoa, ela precisa crer que você realmente precisa dela, não só na teoria como também na pratica.]
-Eu bem que queria acreditar em tudo que você diz, mas quem me garante que você não está mentindo, que você não está só querendo me usar, brincar com os meus sentimentos, quem garante que você sente de verdade, depois disso tudo, de todas essas mentiras, o que me faz crer em você, me dê um motivo apenas para ver em você...
-Você pode não acreditar, você pode não ver a sinceridade em meus olhos, mas eu te amo e mesmo que você não queira mais nada comigo, continuarei a te amar, continuarei a pensar em você, não tenho mais ninguém, não quero mais ninguém além de você, eu te amo GAROTA, acredite nisso pelo amor de Deus!
[Aos poucos esse sentimento mútuo foi acabando com cada parte desse amor, cada vez as duas partes se derrubavam, se esfaqueavam com palavras dolorosas, com atitudes impensadas, uma parte não confiava e acreditava, a outra jurava amor mas só fazia burradas, aonde poderiam, alias, aonde podem chegar com isso?
Com a incerteza de ter, com a falta da verdade, aonde ir quando não se confia mais na pessoa que se ama, quando a pessoa que é importante para você te faz crer que ela nunca existiu, que não passou de máscaras?
É um amor tão incerto, é tão lógico que isso pode afundar com todos, sim todos, pois não apenas duas pessoas, mas sim várias que se mesclaram a história que se apaixonaram também e que se machucaram, e mesmo depois disso tudo, de outras pessoas envolvidas essas duas pessoas mesmo assim continuam procurando se amar, procurando fingir estar bem, mas nada está bem, por que uma parte não confia, a outra não para de fazer burrices, uma parte quer esquecer a outra acorda todos os dias para lutar a favor.]
Isso que significa o amor?
Se for, estou cansada dessa forma de amar!
(Mayra M.)

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Feliz Natal!

Vamos fingir que as pessoas gostam do natal por fatos religiosos e que é justamente para isso que ele existe, vamos fingir que as pessoas NÃO gostam de natal apenas por causa dos presentes e das compras, vamos nos enganar achando que o primeiro nome que vem a cabeça é Jesus Cristo e não Papai Noel, vamos ignorar os hábitos capitalistas e lembrar a humildade e a esperança de ajudar o próximo.

-Vamos fazer um jogo, eu falo uma palavra e você fala a primeira que lhe vem a cabeça ok?
*Ótimo!
-Então vamos lá, Macaco.
*Banana
-Cabeça.
*Chapéu
-Natal
*PAPAI NOEL.

Isso diz tudo!


Capitalismo filho da puta!

(Mayra M.)

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Inseparáveis!

Todos os dias eles se encontravam na escola, quando ele a via, ficava louco, os olhos brilhavam e de imediato abria um sorriso, quando ela o via seu coração se aliviava e ela se sentia confortável, as pessoas nunca acreditavam nos dois, achavam um "porre" vê-los juntos, as pessoas se irritavam quando ele aparecia na sala dela só para dar um oi, mesmo que ele tenha passado lá a cinco minutos atrás, ele jogava bilhetinhos pela janela para ela, que sentava ao lado da parede e sempre ria quando caia subitamente um papel em sua carteira.
Eles saíam da escola e iam para a casa dela, no começo ficavam sentados na rua, conversando abobrinhas até doer as pernas e a bunda no chão duro e quente da calçada, logo depois passaram a entrar na casa dela e sentar no sofá para conversar e escutar "flor de liz" no computador, ficavam horas parados deitados e em silêncio, o único barulho existente era a música, que sempre se repetia ao terminar, virou um ritual, algo de rotina, a música passou a ser dedicada aos dois e todas as tardes de segunda a sexta, das 12:20 até ás 13:55, eles desfrutavam da boa companhia um do outro.
A mãe dela considerava tanto ele que passou a chama-lo de filho, ele agora era um membro a mais na familia o que deixava ela tão realizada quanto satisfeita, ela precisava daquilo, de um alguém que sua familia pudesse confiar, e ele era a pessoa certa. Agora todas as tardes depois da escola, ele ia para a casa dela e ficava lá até a mãe dela chegar do trabalho, ficava horas conversando com a sua mais nova familia, e passou a ter um errôneo costume de faltar o emprego para ficar na casa de sua "irmã", a tarde toda.
Era maravilhoso, por mais que ela, a irmã, não aprovasse a idéia dele matar serviço, ela adorava quando ele passava o dia todo na casa dela mesmo que fazendo nada, era satisfatório deitar na cama, escutar música, cochilar e ao acordar ver que ele também adormeceu, que sua mãe chegará em casa mas que não tinha problema algum em ela estar na sua cama deitada com um rapaz, ele passou a almoçar na casa dela, a dormir e a deixar coisas de higiene lá, suas roupas se misturavam, a escova de dente estava no banheiro e ele passou a sair da casa dela, cada vez mais tarde...
Eles se conhecem perfeitamente e cada vez que se aproximavam, as pessoas mais reclamavam, na verdade ninguém achava agradável a amizade dos dois, quando estavam juntos precisavam de mais ninguém, se completavam, ela necessitava dele e ele dela, ele precisava vê-la e ela o mesmo, os dois se completavam, e era tão evidente que cada vez que ele aparecia na escola e a via, era como se o mundo fugisse de seus olhos e ele simplesmente caminhava em sua direção, como se estivesse ganhado na mega-sena, eles se abraçavam e era tão intenso que esqueciam tudo, tudo e todos.
Certa vez, ele a chamou para uma festa e essa festa começava as 00:00, ela desesperou-se, era impossível sua mãe deixar ir, sem cogitação, mas ele insistiu e ela falou com a mãe, a mãe deixou, e apenas deixou por que era com ele que ela iria sair, com o IGOR, por que o nome dele tinha um peso nas decisões dela e era seguro dizer que se a Mayra estava com o Igor, ela estava segura.
Ela levou ele para o Recanto das Emas, ela fez ele conhecer novas pessoas, ele mostrou pra ela amizades inocentes, amizades totalmente diferentes das que ela estava acostumada, ela mostrou a ele um mundo que ele jamais teria visto, ele mostrou a ela uma forma de ser que ela jamais pensou que existiria, os dois juntos aprenderam porções de coisas, aprenderam o valor da amizade e principalmente a se doar por alguém.
Era complicado entender ela, e certa fez iriam fazer uma festa surpresa para a Mayra, ela tinha cursinho a tarde e toda preparação seria a tarde, só que, ela se negou a ir ao curso, por preguiça, cansaço, sei lá... Todos ficaram malucos quando descobriram, "como assim ela não vai?" ninguém sabia o que fazer e ninguém poderia convencê-la de não ir até que, chamaram o Igor e falaram que ela tinha que ir pro cursinho se não a festa não rolaria, ele riu e foi falar com ela, ficaram horas conversando, ele levou ela para casa, conversaram por mais horas e depois ele levou-a pra parada onde ela pegou o ônibus e foi pro curso, ninguém sabe como ele conseguiu, mas ele conseguiu, ele sempre consegue. A festa foi maravilhosa, juntaram os amigos e a familia dela no mesmo ambiente, na verdade juntaram os amigos, a familia e o IGOR, que era uma espécie de mutação dos dois, ele era genial, servia a todos como se estivesse em casa, ria com os primos dela, fazia sala pra certos amigos e desconhecidos, a mãe dela o apresentava como "meu filho", dava para se notar o orgulho em seus olhos, em ter a certeza que a filha dela tinha um amigo, um amigo que ela a mãe, poderia confiar que cuidaria da sua filha, que estaria com ela...
São afinal, 12 anos de amizade, algo invejável para muitos, desde garotos juntos, indo para a escola, andando na rua, aprontando, quebrando computadores, arrumando rolos, ele indo pra Goiania sem avisar os pais, ela SEMPRE acobertando suas maluquices, ele sempre rindo dos rolos dela e sempre apoiando por mais que não entendesse o motivo de ela estar com certas pessoas...
De todas as formas eles se completavam e eles AINDA se completam, por que ela pode ter terminado a escola, ele pode estar trabalhando, podem estar afastados por falta de tempo, mas quando ela precisa e ele precisa estão juntos, por que quando aperta só ela pode ajudá-lo e só ele pode ajuda-la, por que quando ele precisa chorar, é atrás dela que ele vai e é atrás dele que ela vai.
O Igor não seria nada sem a Mayra assim como a Mayra não seria nada sem o Igor, não tem como pensar no Igor sem a Mayra, como não tem como pensar na Mayra sem o Igor e aconteça o que acontecer, eles se completam, eles se doam e não existi amor mais bonito e recíproco do que o amor de uma verdadeira amizade.
Uma VERDADEIRA amizade...
(Mayra M.)

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Queridos 15 anos

Era uma festa linda, seus 15 anos chegará e Carla mal acreditava, era tão mágico, seus pais prepararam tudo para o baile, o vestido mais lindo que poderia existir, azul com brilhantes por todas as partes, um bolo de camadas tão lindo como a decoração do salão, nada poderia dar errado, ela que sempre foi a filha mais querida e responsável, das melhores notas, melhores atividades acadêmicas, melhor relacionamento familiar, unica coisa que para os pais estragava era o namoro, mas nem isso deixava a boa reputação dela para baixo.
Namorava um garoto que todo o dia lhe fazia juras de amor, Renato, era da mesma escola, de séria igual mais salas diferentes, todo intervalo ele estava as 10:15 em ponto esperando ela sair da sala, para irem os dois de mãos dadas para a cantina, sempre que saiam da escola ele deixava ela em casa e ia pra sua casa, depois voltava e ficava a tarde toda sentado ao lado da cama dela, vendo-a dormir e no mínimo pensando em como se sentia bem com ela.
Não existia casal mais bonito entre os amigos e na própria escola, em sites de redes sociais, sempre os colocavam como o casal do ano, toda noite as 21:30 ele ligava pra ela, pra desejar boa noite e dizer o quanto ela era importante e o quanto ele precisava dormir tendo a certeza de que teria ela no outro dia, os presentes dele eram os mais sensacionais, de caixas de chocolate importado a declarações públicas por todos os cantos, até os pais dela que mesmo um pouco contra, admitiam o quão era grande o sentimento do garoto.
O baile em si foi perfeito, a valsa encantadora, logicamente quem dançaria com ela seria ele e ele estava lá, com seu terno e sua rosa com uma aliança amarrada na boca, era uma surpresa que ninguém imaginaria que poderia acontecer, faziam um ano de namoro na próxima semana ao evento, mas pela excitação e importância da festa, achou melhor dar o presente de um ano de namoro naquele baile mesmo, com todo aquele público, com toda a familia...
Foi surpreendende, ele pediu ao dj para que antes de tocar a valsa tocasse a música do casal, foi ao centro do salão e pediu para que ela o acompanhasse, olhou para ela, ignorou todas as pessoas ao redor e falou com simples e pequenas palavras o quanto aquilo se tornou importante para ele, e colocou a aliança no dedo dela, Carla ficou tão besta e imóvel que depois de muitos minutos parou de fintá-lo com os olhos e começou a chorar, chorava de uma forma que ninguém poderia conter, aquilo a realizará, e até então tudo estava perfeito, seu ano escolar, sua familia, seus amigos, seu baile, SEU NAMORADO, legitimo namorado que lhe mostrava amar a cada dia mais, tinha uma plena certeza que não iria perdê-lo e que ele era tudo que ela poderia sonhar em ter na vida. Dançaram a valsa e todos ovacionaram, não existiria momento mais perfeito que aquele, e até mesmo os pais dela concordaram com isto.
Acabou o baile e começou a festa, onde o dj esqueceu todo tipo de formalidade e soltou o som, os convidados que se controlavam tanto na bebida, estavam alucinados e os garotos praticamente sem camisa, as garotas preferiram trocar o salto por uma rasteirinha, outras simplesmente tiraram o sapato e enfrentaram o chão frio, com o jogo de luz, a música rolando, até mesmo a família da pequena e grande Carla entraram na festa e até então, estava tudo perfeito.
Carla estava muito realizada e parou um pouco na porta do salão para respirar e até mesmo pensar um pouco, estavam todos dançando, sem exceção, até mesmo sua avó que deveria já estar em casa por conta dos problemas de saúde se deixou levar pela febre dos jovens, estavam todos lá menos Renato, Carla observou que Renato não se encontrava em lugar algum daquele salão, e ela precisa estar com ele, ainda não acreditava naquela declaração maravilhosa de amor, ela sabia que ele tinha bebido muito, e que provavelmente estaria jogado em algum lugar vomitando toda bebida e comida que consumia, logo foi procurá-lo, pois subitamente lhe causou uma preocupação pelo amado, procurou ele em todos os cantos e não conseguiu encontrá-lo, ficou mais preocupada, aonde estaria ele?
Estava cansada de procurar e foi falar com seu pai que lhe pediu para ir ao carro pegar uma sandália de salto baixo para sua mãe, ela foi caminhando em direção ao estacionamento, que não ficava muito longe dali, já não escutava mais com tanta intensidade o grave do som do salão e isso já era um alivio, eram 3:30 da manhã e ela estava definitivamente morta, a unica coisa que realmente queria era chegar em casa e dormir, pegou as sandálias no carro e ia voltando ao salão quando deixou cair as chaves do carro e foi pega-las, quando se levantou do chão se deparou com uma cena que nunca imaginaria ver em sua vida, muito menos em sua festa de aniversário de 15 anos, perto do carro de seu pai, à uns sete metros, havia uma árvore gigante onde muitos carros estavam estacionados, poderia dizer que era um ponto estratégico, caso ela não tivesse deixado as chaves cair, não perceberia que tinha duas pessoas abraçadas lá e isso a assustou, quem poderia estar ali já que não senti falta de ninguém na festa a não ser do Renato...
Ela não quis acreditar que era seu namorado que estava ali, chegou mais perto, mas de uma forma que as duas pessoas não pudessem ver, andou um pouco mais, atravessou três carros, encostou em um e pelo outro lado do vidro os avistou, era seu NAMORADO e sua PRIMA, algo revoltante! Como poderia aquilo? eles estavam encostados na árvore, ela com as mãos sobre o ombro dele e ele com as mãos passeando pelo corpo dela, ela o beijando arduamente e ele sufocando-a, aquilo enojou Carla que ficou pasma e sem reação, era inacreditável aquela cena e ela não conseguia pensar no que fazer, poderia muito bem ir lá e acabar com toda sedução, jogar as alianças na cara dele e nunca mais o olhar na cara, poderia ignorar, ir para o salão e sair ficando com todos garotos que visse na frente, poderia simplesmente ir para casa e nunca mais olhar para ele, ela tinha bilhões de atitudes possíveis a serem tomadas, ela tinha todo direito de matá-lo, ela nada fez.
Saiu aos poucos dali de uma forma que os dois "amantes" não pudessem percebe-la, foi para longe daquele local, para longe do salão de festas, procurou um lugar distante e escuro para lhe acolher, ficou ali sentada no banco da portaria do condomínio onde estava acontecendo seu aniversário, com a sandália da mãe nas mãos, sentada em um banco olhando para o nada, o que poderia fazer, o que fazer em uma situação dessas, o garoto que dizia amá-la e que lhe dará uma aliança na mesma noite é encontrado aos beijos com sua PRIMA, que espécie de sangue é esse, que traí sua própria genética e supostamente sua própria amiga?
O porteiro foi tentar entender o motivo daquela pequena criança se encontrar sentada no banco da portaria, com aquele lindo vestido e sandálias na mão.
-Houve alguma coisa garotinha?
-Nada que o senhor possa resolver...
-Quer que eu te leve para sua festa?
-Não, quero apenas que o senhor esqueça que estou aqui e finja que não existo.
Era isso que ela queria naquele momento, na verdade era isso que ela queria pro resto da vida, uma festa onde tudo ocorria bem e estava completamente realizada se tornou em um show de horrores, onde a atração principal era o macaco do seu namorado e a peste da sua prima, era assim que se sentia, traída por ambas as partes, tudo isso foi por causa da bebida?
Sim ele bebeu demais, bebeu mais do que devia sem dúvidas todos perceberam mas ignoraram até por que, era aniversário da namorada dele, ele saberia se controlar...
O que Carla poderia pensar se não na decepção que se passava em seu coração, ela não aguentava imaginar aquela cena de novo e por mais que não quisesse era essa cena que passava em sua mente a todo momento, por que ele fez isso com ela, por causa da bebida, mas a bebida conseguiria fazer todo amor que ele dizia existir ir embora assim? E sua prima, por que se colocar em um papel tão ridículo, não seria inveja já que foi ela que juntou os dois, por que as duas pessoas que era mais importantes que qualquer outra para Carla acabaram de fazer isso?
Será que eles sempre fizeram isso, sempre mentiram para ela, será que toda vida foi assim, desde do começo do namoro, ele fingia estar agradando a pessoa que "amava", enquanto a outra sorria pelas costas por saber que ele recorria a ela? Terrível imaginar que os dois se sujeitariam a algo do tipo, terrível imaginar que os dois estavam debaixo daquela árvore aos beijos como se fossem namorados, um casal apaixonado, enamorado.
Ela ainda não sabia o que fazer, só sabia que faltavam dez pras cinco e que ficará muito tempo ausente de sua festa, sua mãe precisava de sua sandália e ela precisava aparecer, dá um sinal de vida, mesmo que tudo que ela mais precisasse fosse fugir, ela precisava encarar aquelas pessoas que mal imaginavam o que viu, ela estava voltando para a festa, voltando e pensando em o que poderia fazer caso visse os dois de novo juntos, ou caso ele fosse falar com ela, já imaginou ele tentasse beija-la, o que ela faria? Estava tão perdida que só conseguia chorar na verdade foi isso que mais fez em todo esse momento que passou sozinha, chorou e borrou a maquiagem, por onde ela passava os carros passavam buzinando e acenando, alguns gritavam "viva os 15 anos, viva a Carla", outros perguntavam aonde ela estava, e outros passavam direto, completamente bêbados, esquecendo totalmente o caminho de casa.
Ela chegou no estacionamento do baile, viu que estava ficando claro e que já não tinha quase ninguém, viu também que o carro do pai de Renato já estava lá, provavelmente para buscá-lo, ela queria muito que ele fosse embora sem despedir-se dela, ela queria que ele agora do nada sumisse da sua vida, pois talvez assim fosse melhor para ela, Carla precisava se desviar dele, já que seu coração se sentia um caco e em pedaços, ela não queria reencontra-lo novamente e perceber que iria morrer, que preferiria a morte do que aquele momento, ela estava mal e chocada e a unica coisa que queria era estar em casa, longe daquilo tudo...
Chegou ao salão e percebeu que todos estavam preocupados, ela notou que sua prima já tinha ido, o que a fez ficar mais aliviada, pelo menos a cara dela ela evitaria de ter visto, seu pai logo se aproximou brigando e gritando muito com ela, ela estava tão chocada que ficou calada e ao mesmo tempo surda, mal escutada os berros do pai, de longe ela viu Renato, que ficou a observando, provavelmente imaginando se ela tivesse visto a cena, para ter sumido assim, de fato viu, mas o que fazer?
Os dois ficaram se olhando por mais de minutos e cada vez mais que ela insistia em finta-lo, suas lágrimas caiam e a cena reaparecia em sua mente, na verdade em sua frente, como um flash back, era agonizante ver aquilo e mais agonizante ainda senti-lo na sua frente, vê-lo e perceber que aquilo era verdade e que realmente aconteceu, ele olhava para ela com uma vontade imensa de ir lá e abraça-la, de ignorar as tolices que o pai dela estava dizendo e pedir desculpas, ele sabia que estava errado, provavelmente nesse momento já estava sem efeito do álcool e a unica coisa que poderia lembrar é a merda que fez e o quanto se arrependeu.
O pai de Carla depois de tanto falar conseguiu se calar, pegou a sandália das mãos dela e a mandou se despedir do resto dos convidados, estavam indo embora e agora o coração dela começou a disparar, o que fazer, ele a traiu, tinha mais umas 15 pessoas ali, mas nenhuma importava tanto quanto ele e na hora de se despedir dele, nem mesmo ela sabia como seria, se ela comentaria sobre o que viu ou simplesmente fingiria ter acontecido nada. Se despediu dos tios, de três amigas que ficará, da mãe de sua prima, e por fim ficou frente a frente com ele, os dois calados pensando no que aconteceu, no fundo ele sabia que ela sabia, ele sabia a merda que fez e ele sabia que nada poderia reparar aquele erro, ela sabia o quanto precisava dele ainda e o quanto era forte aquilo que sentia, ela se agonizava por dentro por querer ceder seu orgulho, por querer fingir que nada aconteceu e pular em seus braços, era exatamente isso que ela queria, voltar ao momento em que ele lhe deu a aliança e falar "não desgruda de mim no baile ok?", mas não foi isso que ela falou e não foi isso que aconteceu, ela deu um tchau seco para ele, e era o mínimo que ela poderia fazer, ele consentiu ao tratamento, agora ela tinha certeza que ele sabia e ele nada fez? ele tinha que ter feito alguma coisa, ele realmente teria que ter feito alguma coisa, pelo menos falado alguma coisa, ela queria apenas um eu te amo e estava pronta para tentar esquecer a fatalidade daquela noite, ninguém sabia o que ocorrerá, mal ela sabia se ele sabia que ela sabia!
Ela se despediu friamente e ele deu um beijo em sua testa, O QUE SIGNIFICAVA AQUILO? Um beijo na testa era um desisto de você agora estou com sua prima? cada atitude dele deixava uma dúvida cruel em sua cabeça e ela realmente não sabia o que fazer, passou a se sentir mal por ter sido fria com ele, mas calma aí, quem errou foi ele, ele que a traiu, ele que deveria se sentir culpado NÃO ELA!
Ela foi embora, virou as costas e tentou olhar para trás duas vezes, sua mãe pegou em suas mãos e apressou o passo, seu pai já estava no carro esperando e ele estava lá parado olhando sua "amada" ir embora, ele fez a merda e não quis concertar, talvez ele não soubesse como consertar, talvez ele não imaginasse que ela soubesse da merda, talvez ele simplesmente fingiu ser o que era e cansou de fingir amar...
Ela se foi, ele ficou e depois daquela noite, ela não conseguiria mais dormir e ele passou a ser a dúvida mais cruel que poderia existir em sua mente...
Ele nada fez, nada fez...
(Mayra M.)

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Pensa em mim ;)

Porque parece que na hora eu não vou aguentar
Se eu sempre tive força e nunca parei de lutar?
Como num filme, no final tudo vai dar certo
Quem foi que disse que pra ta junto precisa ta perto?




domingo, 19 de dezembro de 2010

Princesa do supermercado

Ele precisava conhecer aquela garota, não importa o que acontecesse, ele arriscaria tudo por ela, ele a via toda segunda feira no supermercado, fazendo "suas compras semanais", era fissurado por ela, por aquele jeito doce e maciço de falar, acompanhava seus lábios em todas palavras ditas, mas nunca ousou fala com ela, não era tão forte como imaginava, não como ele imaginava.
Ela era a mulher dos sonhos dele, ele escova os dentes as 19:00 horas, para 19:30 já estar na cama e ter mais uma noite de tortura, sim tortura, pois eram sonhos e mais sonhos com a princesa do supermercado, e cada vez que acordava, era uma lastima e um rastro de suor pelo quarto, ele não aguentava mais, pudera, quem aguentaria sonhar com alguém que está tão perto e tão distante...
O que o consolava era a chegada do domingo, logo no outro dia ele estaria novamente em seu trabalho, esperando a linda moça dos olhos cor de mel, ele sabia que precisava acabar com sua agonia, precisava conversar com ela, ele sabia que ela não era casada, não havia aliança em seus dedos, que ela morava sozinha e mal tinha tempo para cozinhar pois só comprava comida congelada, que ela adorava chocolates, ela sempre ficava horas escolhendo que chocolate levar, ele tinha certeza que ela era a mulher mais linda que ele poderia ter, pena que nunca o observou, talvez ela não tivesse tempo, por ser alguém muito ocupada, ou talvez simplesmente fosse desligada.
Ele procurou de todas as formas aparecer para ela, sempre em vão, sua timidez era maior que sua força mental, ele mal conseguia respirar quando a via entrar, ficava de longe acompanhando seus passos, virou um hábito toda segunda feira acompanha-la de longe em suas compras, caso ela precisasse de alguma coisa, ele poderia ter iniciativa em perguntar, ou simplesmente chegar e ajudar, o que seria muito improvável, já que mal conseguia encara-la, terrível.
Um certo dia, ela se atrasou para ir no supermercado, e não apareceu pela manhã como ele estava acostumado a esperar, as 09:00 em ponto ela atravessava a porta de entrada com seu carrinho e começava sua corrida pelo supermercado, ele ficou desolado, já que toda segunda feira acordava disposto para vê-la para na próxima noite ter vários sonhos maravilhosos com ela, mas ela não foi ao supermercado, ela não estava lá e ele ficou triste, desolado, trabalhando por trabalhar. A tarde ele pedirá ao supervisor uma folga, estava cansado daquela rotina e precisava andar um pouco, sua folga foi concedida e ele pode sair, resolveu fazer um piquenique no parque, mesmo que fosse sozinho, precisava respirar e sentir a natureza, toda sua vida era assim, trabalho, casa, trabalho, casa, trabalho, casa e os finais de semana ia pra casa da avó, cuidar dela e de seus dois irmãos que moravam com ela, mal tinha sossego ou tempo para pensar.
Estava lá deitado descansando com os olhos fechados, quando se assusta com uma bolinha de Tênis que caia perto de sua face, ficou tão assustado que não viu que uma pessoa estava se aproximando, e ao mesmo tempo que estava assustado, estava furioso, pois quase foi acertado na face, no mínimo era algum pivete desses que ficam nos parques...
Quando retomou a consciência e olhou para o lado, viu a princesa do supermercado, que vinha em sua direção com um cachorro ao lado preso na coleira, ficou ali abismado, o que poderia fazer? ela estava indo na direção dele, será que a bolinha é do cachorro dela, ela tem cachorros?
-Me desculpa, acho que me empolguei com meu cachorrinho.
-Nen..nehu...éé nenhum problema senhorita, eu pego a bolinha para você.
Como poderia isso, ele que mal saia de casa e quando sai vai justamente ao parque que ela brinca com o cachorro, de tantos parques dessa cidade enorme, será que ela vai a esse parque todas as tardes de segunda feira, se for, ele pode tirar folga toda segunda feira a tarde para admirar melhor sua amada, que agora está mais divertida, com outras roupas e com mais sorrisos, será que é a primeira e última vez que ela sai como cachorro, ela se incomodou com ele, é coisa do destino?
-Muito obrigada por pegar a bolinha e mais uma vez me desculpe.
-Que isso... não há probr..problema algum, seu cachorrinho?
-Não, é da minha mãe que está viajando e o deixou comigo, e como moro em apartamento preciso vir aqui todas as tardes pelo menos até o próximo mês.
- Haa ta, que lindo, gos..to de animais.
-Pois é, ele é adorável, bom tenho que ir, pois não fui fazer minhas compras pela manhã, e tenho muito o que fazer hoje, obrigada...
-PETER, me chamo Peter.
-Obrigada Peter, me chamo Diana.
-Um prazer Daiana, ou quer dizer... Diana...
Ele realmente não esperava aquilo, esperaria tudo menos aquilo, ele a encontrou e conversou com ela, de onde tirou coragem ele não sabe, sabe que o nome dela é Diana, que a mão dela é macia e que seu sorriso é encantador, sabe que ela mora em apartamento, que é divertida e gosta de animais, sabe que ela tem uma mãe que tem um cachorrinho, que graças a esse cachorrinho ela vai ao parque a tarde por mais um mês e sabe também que ela ainda hoje voltará ao supermercado, o que significa que ele está atrasado para voltar ao trabalho, já que não perderá outra oportunidade de revê-la e quem sabe dessa vez, dar o próximo passo.
(Mayra M.)

sábado, 18 de dezembro de 2010

Ironia

Minha roupa sua roupa, meu rosto seu rosto, meu olhar teu olhar, minha pele sua pele, minha boca sua boca, minha lingua sua boca, minha mão seu corpo, minha vontade seu desejo, minha roupa seu corpo, meu sexo seu amor... "MEU SEXO SEU AMOR"? Como seria isso? como pode isso? um término, um recomeço, não não... um término uma lembrança, talvez lembrança, talvez vontade, voltemos então ao desejo.Um término a lembrança e o desejo, pronto agora está perfeito!
Um cheiro, um choro, uma agunia, um coração, um tempo, uma VONTADE (de novo), um pensamento, um desejo! uma insinuação, troca de olhares, um 'eu te quero', uma tentativa de beijo. umas conversas, outros olhares, um beijo! uma mão, outra mão, uma blusa, uma mordida, um suor, uma CAMA, um corpo no outro, uma pose, uma questão, um ativo, um passivo, um amor? um sexo? um desejo? voltamos ao ponto inicial...
Corpo com corpo, roupa com roupa, toque com toque, magia a parte, isso é sexo! com magia, se torna amor, houve amor? Ironia, eu diria ironia, plena ironia... prefiro dizer que foi Saudade, súbita saudade de ambas as partes!
(Mayra M.)

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Solidariedade!


Qual o problema de ajudar o próximo, aquele que está jogado na rua ou até mesmo sem comer em uma casa de barraco, por que pensar apenas em comprar uma televisão digital em vez de comprar uma cesta básica de natal para uma familia carente, por que não desperdiçar seu tempo com pessoas que precisam de atenção, afeto, carinho, pessoas que perderam, mãe, pai, familia e estão jogadas por falta de oportunidade, oportunidade que essa pessoas que têm ficam gastando em lojas como casas Bahia, C&A, shopping IGUATEMI e etc,
Por que não parar um dia do seu final de semana para visitar uma creche, ou uma casa de ajuda a idosos, por que não fazer alguém feliz?
Qual o problema em ajudar uma familia que precisa, fazer um almoço para esta e lhe prestar assistência quando necessário, é tão bom quanto sair e comprar milhões de roupas de marca, a diferença é que ajudando uma familia você não vai ter bens materiais, mas vai ter uma alma limpa, a consciência livre e um coração aberto.
Não é tão horrível adotar uma carta de natal dos correios, ou comprar um pequeno e singelo ovo de páscoa na páscoa para uma criança que mesmo que você não conheça, sabe que a fará feliz, por que no começo do ano, já que seu filho já terminou a escola, não pegar o dinheiro que seria do material dele, e doar um material novo para uma criança carente, por que em vez de jogar as roupas velhas no fundo do quintal e queimar, não doar para quem precisa?
Não procurar fazer por status, mas por vontade própria, por um real sentimentalismo, procurar fazer por afeto, por carisma, por coração.
Eu faço, acho digno e não me sinto mal em fazer, em "perder dinheiro ou tempo" com algo que muitos acham banal, algo que muitos dizem ser "pouco e nem vai ajudar tanto assim o mundo à melhorar", ahaha pode não ajudar (acho que ajuda) mas isso me faz feliz, pois não há nada melhor que lembrar de um sorriso sincero e agradecido, antes de encostar a cabeça no travesseiro.
Participe você também do ato de ajudar!
(Mayra M.)

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Porque não ajudar?

Uma certa vez minha mãe me disse que não vale a pena se dobrar por um amigo, que toda e qualquer tipo de amizade é passageira e que sempre alguém vai acabar me derrubando e afundando mais na lama, me disse com toda certeza que as pessoas são falsas e que quando tiverem oportunidade tentaram me atropelar por um emprego ou algo do tipo, sim concordo com ela, sei que ela está certa e que as pessoas são assim, capazes de tudo.
Não vou deixar de pensar em tudo que minha mãe me disse, concordo e aceito todas suas acusações, mas acredito sim que por mais que as pessoas sejam traíras, existe alguma que é boa, que faz o bem e quer o bem, nem que essa pessoa seja eu, mas acredito que exista.
Não procuro uma amizade para me ajudar, procuro um amigo para ajudar, sempre fui assim, impossível tentar mudar, não ligo para o que aconteça no futuro, ligo para o que acontece no momento agora, e se no momento agora alguém precisar de mim e se estiver no meu alcance, eu tentarei ajudar, não ajudo esperando a ajuda no futuro, sei que se eu for esperar nunca terei, ajudo pensando em como me sinto bem com um sorriso, com um olhar de satisfação pela ajuda, não espero nada das pessoas além de um obrigada.
Sou amiga de quem acredito que precisa de mim, sou amiga de pessoas que acreditam que tenho um amor para dar, que sou capaz de tudo por ela, priorizei minhas amizades muitas vezes em momentos que minha familia precisava de mim, priorizei meus amigos muitas vezes quando eu mesma precisava de mim, priorizo o poder da palavra confiança e da expressão "estou aqui pro que der e vier", já quebrei MUITO A CARA, com pessoas que acreditaram em fofoca dos outros, que simplesmente se afastaram por falsos julgamentos, pessoas que eu confiei fielmente e simplesmente me traíram a confiança, perdi pessoas sem ao menos saber o motivo, me abalei? MUITO, mas são coisas que acontecem, aprendi a não esperar que tudo seja para sempre, nada é para sempre, imagine uma amizade, apenas uma coisa procurei em todos esses anos, fazer o bem sem olhar a quem, vou sofrer e me machucar muito ainda? sim vou e como sei que vou, mas estou disposta a correr o risco, por que estou viva e aqui é para isto, procurar correr o risco e se for pra ser, que seja por vocês, meus amigos!
(Mayra M.)

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

D. M.

Eu quis crer que as pessoas eram para sempre, que nada se acabava, quis acreditar que a realidade é como os sonhos e que podemos ir onde queremos apenas com força de vontade, me iludi!
Eu queria você aqui agora, por mais que eu te sinta, sei que está longe e que é muito errado eu lhe querer aqui, sei que jamais te terei de novo, que lhe perdi por circunstâncias da vida e que me nego a aceitá-lo.
Me culpo por toda minha falta de carinho por ti, por toda minha frieza e ironia, não creio que você leve essa imagem de mim, mas é essa imagem que levo quando penso o quanto perdi em não aproveitar você, acredite, estou completamente arrependida de não lhe ter mostrado um pingo de amor, de ter sido uma garota mimada, sem noção das perdas da vida, perdi o bem mais precioso que eu poderia ter, só se dá valor quando se perde.
Hoje olho as coisas de uma forma diferente, aprendi o quanto perder alguém é doloroso mas também aprendi a levar em consideração a lição por trás da perda, sei que não sou nenhuma pessoa perfeita para estar falando isso, mas com a sua morte foi isso que aprendi, aprendi a dar valor para as pessoas, VIVAS, por que realmente não sabemos o dia de amanhã, aprendi a valorizar o espírito e a acreditar nas palavras ditas pelo coração.
Não conseguiria te perder novamente e é por isso que tanto te escrevo, escrevo para você sentir aonde quer que esteja que estou lembrando de você, que estou aqui por você, não posso te perder na memória, não posso esquecer seu rosto, seu perfume, sua gargalhada, não posso me limitar a pequenas lembranças e sim em tudo que vivemos, por que com você eu aprendi muita coisa, porções de coisas...
Ninguém entende a minha forma platônica de sentir, meu anseio em não te ter aqui, ninguém entende que você foi uma mãe para mim e que quando a minha própria dita se ausentava, não era meu pai que me guardava e sim você.
Receio que eu esteja falando tarde demais, na verdade tive 12 anos para lhe dizer tudo que digo a todo instante, eu tive 12 anos para lhe mostrar tudo que sinto por ti, tive 12 anos de liberdade para me expressar sem opressão, eu o fiz? parece que não.
Agora depois de 6 anos sem você aqui, fico me remoendo e pensando em como pequenas atitudes não feitas no passado me transformaram em mais do que sou hoje, em como eu poderia ter te feito mais feliz com pequenos gestos em como fui patética em não entender que você se importava comigo e que suas brigas eram mais uma forma de dizer "Mayra minha PORRA, eu te amo"...
Me desculpe pela minha falta de senso, pela desordem na minha cabeça, me desculpe por todos desaforos, eu apenas queria naquela época que você soubesse o que eu tanto falo hoje, Te Amo Dorcas Madera, nunca deixarei morrer em mim o resto que ficou de ti, te amo!
(Mayra M.)

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

!


Faça valer a pena cada segundo vivido nesse mundo por mais que ele não te mereça, você merece ser feliz e isso basta!

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

conexão


Os iguais se atraem tanto quanto os opostos, eu posso ser feliz com outra igual a mim, talvez seria melhor, por ser igual e ter a mesma forma de pensar, os mesmos desejos e anseios, talvez com alguém da mesma forma eu possa ser entendida e até mais realizada.
Por qual motivo procurar alguém que não aceita minhas divagações, que não entende minhas bagagens?
Aceitar e compreender o próximo não é algo prolixo, algo que se consegue apenas por serem diferentes ou iguais, existe uma conexão nas pessoas e isso é que liga o igual ou o oposto, o certo e o errado o sensato e o esdrúxulo.
Procurar um alguém certo não é necessariamente procurar um ser determinado, tanto faz se é louco, estudioso, bonito, incrédulo ou até mesmo sagaz, as pessoas deveriam parar de julgar e procurar sentir, procurar coisas em comum ou coisas que atraí, pois não adianta conviver com alguém de bela aparência mas espírito de porco, ou achar alguém bacana mas que lhe contraria em todas as formas, procure alguém que lhe dê paz, que lhe faça rir e lhe fale coisas agradáveis, alguém que mesmo sendo do mesmo sexo ou de raça e cor diferentes consiga lhe abraçar e lhe fazer sentir vontade de ficar mais, consiga encontrar alguém que tenha a outra parte do seu elo, a mesma forma de pensar, exija mais de sua simplicidade, pois apenas uma coisa é certa:
Aceitar as diferenças é como entender as semelhanças.
(Mayra M.)

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

distinto.


São dois mundos, o mundo intelecto e o mundo popular, o intelecto se manifesta por toda a mente e organismo, o popular se faz parecer para outros seres vivos, dois mundos distintos que procuram uma conciliação no "estar bem", são grandes e jamais se encontram, na verdade são proibidos de se encontrar, caso o aconteça, o desequilíbrio notavelmente aparecerá, não se sabe quais dos dois é o predominante, se sabe que os dois existem e que tudo está bem, quando eles estão bem, quando estão distantes.
(Mayra M.)

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

o melhor de mim.



Eu não faço mal acredite, posso ser a pior das pessoas e utilizar das piores armas, mas não faço mal, sou uma descarada que usa das piores arte manhas, sou uma sem noção que implica com as coisas do destino, sou uma hipócrita que finge ser inocente, mas no final te faço bem e é isso que importa, pois foi isso que prometi, prometi te fazer sorrir, feliz e lhe dar o melhor, menti?
Acredite as coisas são assim, o mundo me criou, me fez, me descobriu, o que posso fazer?
ahaha te fazer sorrir, feliz, e dar o melhor de mim, o melhor que EU posso dar de mim!
(Mayra M.)

sábado, 4 de dezembro de 2010

sem titulos


A propósito o castigo vem a partir da punição, sem punição, sem castigo.
Em momento algum me culpei pelas minhas atitudes, me sinto exagerada em dizer que errei, não julguei meus atos, na verdade, mal procurei.
O certo é que estou com o errado, antes fora e nunca mudara isso em minha vida, classificar não é meu dom, isso eu deixo para as pessoas que na verdade, virou especialidade oriunda fazê-lo.
Não revejo o que foi feito, não há o que rever, existe o acontecido aonde não se pode voltar atrás, antagônico não sou eu e sim o destino, que com facilidade movimenta as peças de um jogo sem regras.
Apenas sou mais uma peça desse jogo titulado por certos e errados que mal sabem o objetivo final desse show de atrações.
(Mayra M.)

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Seu semelhante


Coitada ela sofre tanto, por que fizeram isso com ela? acho tão errado o ser humano machucar seu semelhante...
Coitada está sozinha, cadê aqueles que diziam ser amigos dela, acho horrível o ser humano maltratar seu semelhante...
Coitada está chorando, foi iludida por um amor?acho tão desnecessário o ser humano machucar seu semelhante...
Um dia ela aprenderá a parar de se iludir por coisas pequenas, um dia ela entenderá que nunca foi amada, que a paixão é a maior das ilusões, espero que ela entenda antes mesmo de mais uma vez sofrer por alguém que apenas quer usa-la, pois é assim que o ser humano trata seu semelhante e não há nada que se possa fazer.
(Mayra M.)

Chuva


A chuva não me causa náuseas, ela é basicamente minha sensibilidade viva, minha forma de respirar puramente e meu desejo de calmaria, gosto quando chove e quando molha a janela do quarto, cada gota que desenha o vidro, é como uma lágrima solta sem destino, ou uma criança contente se divertindo, gosto do cheiro de terra molhada, é gratificante se sentir limpo, não existe nada tão grandioso como a vida, e a chuva me faz viver, a chuva tem vida, a chuva é a vida.
(Mayra M.)